17 de setembro de 2010

#DicaMusical - Uma homenagem à guitarra

Essa postagem é uma homenagem à guitarra!

O, na minha opinião, maior guitarrista de Blues interpretando, de forma absolutamente genial, uma linda composição do, na minha opinião, guitarrista mais fantástico que existiu!

Stevie Ray Vaughan toca Little Wing de Jimi Hendrix com imagens da fábrica da Fender e de grandes guitarristas da história! Absolutamente imperdível







12 de setembro de 2010

#DicaMusical - Música Tupiniquim

Fazia muito tempo que eu não ouvia Gabriel, O Pensador e, peguei vários cds emprestados (com minha namorada!) e fiquei ouvindo! Putz, é muito bom!!

O cara tem muito o que dizer e diz de uma maneira muito boa. Tem seus problemas, tem escorregões, mas tem muita clareza.

Acho que vai surgir uma sequência de postagens sobre ele, por ser período político poderia começar por algumas do tema.

Mas legal mesmo é a homenagem que ele fez à música brasileira! Lembro, na época da música, que eu era metaleiro e mesmo assim gostava do som dele, mas tinha achado essa música um porre! "Como é que alguém fica citando Tchan, Boquinha da Garrafa, Funk e Sertanejo em música sobre a música brasileira!? Arrghh!".

Sorte que não sou mais tapado e seu reconhecer essas coisas! A música é genial, ótimo groove e ritmo, letra gostosa demais! Muitas figuras essenciais de nossa história!

Vou colocar aqui um fan-clip que ficou ótimo. Trabalheira pesada que o cara teve pra fazer, então vale a pena prestar atenção no trabalho do cara.



Há muito tempo tá rolando essa festa maneira
Da música popular brasileira ninguém me convidou mas eu queriaentrar
Peguei o 175 e vim direto pra cá pra
Festa da Música Tupiniquim
Que tá rolando aqui na rua Antônio Carlos Jobim
Todo mundo tá presente e não tem hora pra acabar
E muita gente ainda tá pra chegar

Na portaria o segurança pediu o crachá do Gilberto Gil
Ele apenas sorriu
Acompanhado por Caetano, Djavan, Pepeu, Elba, Moraes, AlceuValência
(Xá comigo! Da licença! Abre essa porta, cabra da peste)
E foi assim que eu penetrei com a galera do Nordeste

Baby tá na área, senti firmeza! E aí Sandra de Sá!
_"Bye bye tristeza..."
Birinight á vontade a noite inteira
Olha o Ed Motta assaltando a geladeira
Olha quanta gata bonita e gostosa! Olha o Tiririca com uma negracheirosa

Ué! Cadê os críticos?! Ninguém convidou? "Barrados no Baileuouou"
Não é festa do cabide mas o Ney tirou a roupa
Bzzz... Paulinho Moska pousou na minha sopa
Cidade Negra apresentou um reggae nota cem
Tá rolando um Skank também! E o Tim Maia até agora nem pintou
Mas o Jorge Benjor trouxe a banda que chegou "Pra animar afesta"

A festa tá correndo bem
O Lobão até agora não falou mal de ninguém
O Barão e o Titãs tão tocando Raulzito
A Rita Lee tá vindo ali...ãnh? Não acredito! Ela olhou pra mim e disse "baila comigo"
Eu senti aquele frio no umbigo
Mas é claro que adorei o convite e fui dançar ouvindo o som doKid Abelha, Paralamas e a Blitz

(Isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais...) "Segura o tchan, amarra o tchan"
(Xô, Satanás!) Há há! Lulu Santos acabou de chegar com a pimentamalagueta pro planeta balançar
O Chico César, Science, e o Buarque observam um pessoal dançandobreak no chão
E no andar lá de cima um do donos da festa. Tá na boa, tá em paz,tá tocando um violão:
"Festa estranha com gente esquisita, eu não tô legal, não aguentomais birita"

Chopp na tulipa, vinho na taça (camisinha na boquinha da garrafa)... Salve-se quem puder!
Ih... o João Gordo vomitou no meu pé
Fui limpar e dei de cara com os Raimundos que me contaram queentraram pelos fundos

Perguntei pelo banheiro e fiz papel de Mané os sacanas memandaram pro banheiro de mulher
As meninas tavam lá e foi só eu entrar que a Cássia Eller, ZiziPossi e a Gal comçaram a gritar (Ahhhhh!)
Quanta saúde! Fernanda Abreu, Daniela Mercury, Marisa Monte,Daúde... calma, eu não vi nada! A Ângela Rô Rô queria me dar porrada

Mas os três malandros, Moreira, Bezerra e Dicró, me ajudaram aescapar da pior
Fui pro fundo de quintal, casa de bamba todo mundo bebe todomundo samba
Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho Neguinho daBeija-Flor...Diz aí Martinho!
Comé que é, professor?
_"É devagar, é devagar, devagarinho"

Essa festa é uma loucura
Olha lá o Carlinhos Brown com o pessoal do Sepultura vieram comos índios Xavantes
E a polícia veio atrás tentando dar flagrante E-e-e-ê! O índio tem apito e eu não entendi porquê
Começaram a apitar quando a polícia chegou mas a galera do Cachimbo da Paz nem escutou
Porque o Olodum tava fazendo um batuque maneiro

Até chegarem milhares de funkeiros
Eram tantas duplas que eu até me confundi
Chamei Leandro & Leonardo de MC! E o Zezé de Camargo & Luciano ficaram me zuando
E o funk rolando! Aah... vocês tinham que ver! Chitãozinho &Xororó gritando Uh! Tererê!

O pessoal da Jovem Guarda agitando sem parar
Estavam em outra festa mas vieram pra cá
Passei ali por perto e ouvi o Roberto Carlos comentar: "Ê hei!Que onda, que festa de arromba!"

Todo mundo no maior astral mas rolou um boato que preocupou opessoal
Diziam as más linguas, à boca pequena, que o Michael Jackson tavachegando pra roubar a cena
E foi aí que a Marina ouviu uma buzina e todos foram pra janelana maior adrenalina
Uma brasília amarela dobrava a esquina
Adivinha quem era?

Festa da Música Tupiniquim
Que tá rolando aqui na rua Antônio Carlos Jobim
Todo mundo tá presente e não tem hora pra acabar
E muita gente ainda tá pra chegar

10 de julho de 2010

Ópera do Malandro - III e IV - Viver do Amor e Uma Canção Desnaturada

Chico já cantou do Malandro, da cadeia (quase alimentar) da economia e já cantou da Ditadura. Então, abre espaço para que, a famosa cantora, Marlene cante sobre o amor.

Mas não aquele amor romântico, hollywoodiano, fantasioso. Mas o amor da vida real. Um amor que é batalhado, doído, seco. Que não é fácil, não é natural. É, como nas palavras da música, um sacrifício, sacerdócio.

A canção é marcada por uma bela linha de piano que conduz a música em conjunto com uma percussão bem marcada. Além dos metais que definem muito bem a melancolia contida na letra.

Nessa música, Chico, traz as histórias românticas de amor para a realidade dos malandros e seu cotidiano.


Pra se viver do amor / Há que esquecer o amor / Há que se amar
Sem amar / Sem prazer / E com despertador / como um funcionário

Há que penar no amor / Pra se ganhar no amor / Há que apanhar
E sangrar / E suar / Como um trabalhador

Ai, o amor / Jamais foi um sonho / O amor, eu bem sei
Já provei / E é um veneno medonho

É por isso que se há de entender / Que o amor não é um ócio
E compreender / Que o amor não é um vício
O amor é sacrifício / O amor é sacerdócio
Amar é iluminar a dor / como um missionário


Após abrir espaço para Marlene cantar o sofrimento do amor, Chico se une para uma, como o título diz, Canção Desnaturada.

É uma música densa e pesada. Com uma letra tensa, mas que não consigo entender em plenitude.
Venho fazendo essas resenhas, não como um crítico musical, crítico literário, mas de acordo com o que eu penso e entendo. Não estou recorrendo à outras críticas e análises. Portanto, assumo, que boiei nessa aqui. Pode ser que exista uma mensagem na música que não saquei.
Mas em termos de musicalidade é linda: Lindo dueto de voz acompanhado com piano e cordas.


Por que cresceste, curuminha / Assim depressa, e estabanada / Saíste maquiada / Dentro do meu vestido
Se fosse permitido / Eu revertia o tempo / Para viver a tempo / De poder

Te ver as pernas bambas, curuminha / Batendo com a moleira / Te emporcalhando inteira
E eu te negar meu colo / Recuperar as noites, curuminha / Que atravessei em claro
Ignorar teu choro / E só cuidar de mim

Deixar-te arder em febre, curuminha / Cinquenta graus, tossir, bater o queixo
Vestir-te com desleixo / Tratar uma ama-seca / Quebrar tua boneca, curuminha
Raspar os teus cabelos / E ir te exibindo pelos / Botequins

Tornar azeite o leite / Do peito que mirraste / No chão que engatinhaste, salpicar
Mil cacos de vidro / Pelo cordão perdido / Te recolher pra sempre
À escuridão do ventre, curuminha / De onde não deverias / Nunca ter saído


Para as postagens sobre o álbum "Ópera do Malandro, clique no link: http://bit.ly/PalpMalandro

7 de julho de 2010

Ópera do Malandro - II - Hino de Duran

Na sequência de "O Malandro", Chico e o grupo "A Cor do Som" nos apresentam uma linda canção.

Um hino da luta contra a ditadura, "Hino de Duran" é uma canção que além de uma letra linda e contundente tem uma musicalidade sensacional! Um Hammond muito bem tocado, com um belo solo no final, fraseados de guitarra dão o tom contestatório da música. Vale a pena prestar atenção na música.

Nossa realidade é de bastante opressão. Somos massacrados por uma mídia monopolista e homogênea que nos impõe diariamente a verdade, por meio de diversas ideologias e moralismos. É uma realidade bastante cruel e cansativa, mas temos espaços de manifestações (cada vez menores e reprimidos). Diferentemente de um período de uma ditadura escancarada, no qual a reunião e a simples expressão de opinião era passível de prisão sem mandado, torturas, perseguições e todos os demais crimes que sabemos muito bem que ocorrem, mas que o governo, ainda, fecha os olhos.

Poderia tentar falar da letra, pedaço por pedaço (até tentei), mas é inútil. É de uma simplicidade de entendimento tremenda. É de uma contundência maior ainda. Nos mostra o sofrimento do período e nos alerta para que não deixemos que isso volte a ocorrer.


Se tu falas muitas palavras sutis / Se gostas de senhas sussurros ardís
A lei tem ouvidos pra te delatar / Nas pedras do teu próprio lar

Se trazes no bolso a contravenção / Muambas, baganas e nem um tostão
A lei te vigia, bandido infeliz / Com seus olhos de raios X

Se vives nas sombras freqüentas porões /Se tramas assaltos ou revoluções
A lei te procura amanhã de manhã / Com seu faro de dobermam

E se definitivamente a sociedade / só te tem desprezo e horror
E mesmo nas galeras és nocivo, /és um estorvo, és um tumor
A lei fecha o livro, te pregam na cruz / depois chamam os urubus

Se pensas que burlas as normas penais / Insuflas agitas e gritas demais
A lei logo vai te abraçar infrator / com seus braços de estivador

Se pensas que pensas estás redondamente enganado /E como já disse o Dr Eiras,
vem chegando aí, junto com o delegado / pra te levar...


Para acesso direto às postagens do álbum "Ópera do Malandro" utilize o link: http://bit.ly/PalpMalandro

Pois o futuro vos pertence! (Garotos Podres)

Em um show do Garotos Podres entendi a história da música "Aos Fuzilados da CSN". Já dava para entender o que tinha acontecido, mas, como faz no início da maioria das músicas, Mao (vocalista da banda) explicou que essa música era em homenagem a 3 operários mortos pelo exército brasileiro. Não lembrava a história direito e achei uma fonte aqui:

Em 1988, os operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda (que naquela época ainda não havia sido privatizada) realizaram uma greve com ocupação na empresa, que teve grande repercursão internacional, e foi um momento de dimensões históricas na luta de classes no Brasil.
A repressão foi muito dura, e o governo de José Sarney autorizou o Exército a invadir a empresa. No dia 9 de novembro, três operários foram mortos: Augusto Barroso, de 19 anos; Walmir Freitas Monteiro, 27 anos; e William Fernandes Leite, 22 anos - (do Blog Molotov).
Leia mais sobre a greve de 88, aqui

E agora fiquem com mais essa pérola dos Garotos Podres, que cita, além dessas mortes, outras torturas, espancamentos, prisões sem mandados e todos aqueles que sofrem na luta por um mundo mais justo e humano, pois a estes, o futuro pertence.


Aos que habitam / Cortiços e favelas
e mesmo que acordados / pelas sirenes das fábricas
não deixam de sonhar / de ter esperanças
pois o futuro /vos pertence

Pois o futuro vos pertence!

Aos que carregam rosas / Sem temer machucar as mãos
pois seu sangue não é azul / nem verde do Dólar
mas vermelho / da fúria amordaçada
de um grito de liberdade / preso na garganta

Fuzilados da CSN / assassinados no campo
torturados no DEOPS / espancados na greve
A cada passo desta marcha
Camponeses e operários
tombam homens fuzilados
Mas por mais rosas que os poderosos matem
nunca conseguirão deter a Primavera!
Pois o futuro vos pertence!

6 de julho de 2010

Bertold Brecht. IX - O Analfabeto Político

Bertold Brecht. IX - O Analfabeto Político

A campanha eleitoral brasileira 2010 foi oficialmente lançada:


Está aberta a temporada de caça aos votos

O Analfabeto Político

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.

22 de junho de 2010

Ópera do Malandro - I

Existem termos clássicos que são o máximo da tensão entre duas palavras. Indústria Cultural, Teoria Crítica, Servidão Voluntária e provavelmente tantos outros que trombamos no cotidiano e nem percebemos. E um deles é Ópera do Malandro.

Ópera é uma modalidade da música erudita. Algo como um teatro cantado, uma orquestra tocando e solistas com figurinos à risca encenam uma peça que não é falada, mas sim cantada. Malandro é a gíria do brasileiro genérico romantizado. Aquele carioca de chapéu panamá, camisa listrada de branco e vermelho, com sapatinhos bem engraxado, navalha no bolso que faz a vida por biscates, já trabalhar não é com ele.

Portanto Ópera e Malandro são dois termos que criam uma grande tensão quando colocados juntos. É possível uma ópera de um malandro? Aliás d'O Malandro brasileiro genérico?

Talvez os mais estudiosos da música diriam que isso é a Opereta, uma modalidade mais leve e humorada da Ópera. Não sei. E não é disso que quero palpitar! Mas é um bom assunto, pra outra hora!

A "Ópera do Malandro" que vou tratar aqui é do disco de Chico Buarque de 1979. Cheio de participações pra lá de especiais. Virou teatro e virou filme, mas em cada música, Chico dá um tapa na cara da nossa sociedade burguesa!

Toda a obra é inspirada em outras duas: The Beggar's Opera (Ópera dos Mendigos ou Ópera dos vagabundos) de 1728 composta por John Gay e Die Dreigroschenoper (A Ópera dos Três Vinténs) um teatro alemão de Bertold Brecht de 1928. Das quais nada conheço, então, nada tenho para palpitar...


A música que abre o disco "O Malandro" é uma adaptação da música Die Moritat vom Mackie Messer presente na peça do Brecht, aqui um vídeo dela sendo interpretada por Servio Tulio (voz) e Glauco Baptista (piano):


O malandro, interpretada por Chico Buarque e o grupo MPB4 é uma ótima aula de economia! Fica fácil de entender o que é inflação. E fica evidente a culpabilização sempre do mais fraco, o uso da superioridade econômica como justificativa de subjugar o outro.



O malandro/Na dureza/Senta à mesa/Do café/Bebe um gole/De cachaça/Acha graça/E dá no pé
O garçom/No prejuízo/Sem sorriso/Sem freguês/De passagem/Pela caixa/Dá uma baixa/No português
O galego/Acha estranho/Que o seu ganho/Tá um horror/Pega o lápis/Soma os canos/Passa os danos/Pro distribuidor
Mas o frete/Vê que ao todo/Há engodo/Nos papéis/E pra cima/Do alambique/Dá um trambique/De cem mil réis
O usineiro/Nessa luta/Grita(ponte que partiu)/Não é idiota/Trunca a nota/Lesa o Banco/Do Brasil
Nosso banco/Tá cotado/No mercado/Exterior/Então taxa/A cachaça/A um preço/Assutador
Mas os ianques/Com seus tanques/Têm bem mais o/Que fazer/E proíbem/Os soldados/Aliados/De beber
A cachaça/Tá parada/Rejeitada/No barril/O alambique/Tem chilique/Contra o Banco/Do Brasil
O usineiro/Faz barulho/Com orgulho/De produtor/Mas a sua/Raiva cega/Descarrega/No carregador
Este chega/Pro galego/Nega arrego/Cobra mais/A cachaça/Tá de graça/Mas o frete/Como é que faz?
O galego/Tá apertado/Pro seu lado/Não tá bom/Então deixa/Congelada/A mesada/Do garçom
O garçom vê/Um malandro/Sai gritando/Pega ladrão/E o malandro/Autuado/É julgado e condenado culpado/Pela situação

13 de junho de 2010

3 de junho de 2010

#DicaMusical - John Lennon e ativismo: God

#DicaMusical - John Lennon e ativismo: God

Não creio que tenha esgotado tudo que John Lennon passou em suas músicas, nem tenho essa intenção. Comecei essa série com "Imagine" dizendo que ela era uma música síntese das idéias de Lennon. E creio que "God" é a mensagem final. De um ativista, lutador, sonhador que está cansado, esgotado, descrendo de tudo aquilo que um dia lutou e acreditou. Descrendo de tudo aquilo que algum dia alguém lutou e acreditou. De quem está passando a bola para frente, foi exaurido mas quer que continuemos a luta.


A música é responsável por umas das frases mais simbólicas e conhecidas de John Lennon, "The dream is over" (O sonho acabou)". Mas além dela, encontramos muitas outras referências de sua vida e luta. A religião e sua relação difícil com ela como, por exemplo, o episódio de dizer que os Beatles eram mais conhecidos que Cristo, o que causou muita dor de cabeça durante até o fim de sua vida. A relação com a cultura hindu que teve muita força nas músicas dos Beatles, principalmente por George Harrison, a relação com seus ídolos, Elvis e Bob Dylan (retratado na música com seu nome de batismo Robert Allen Zimmerman). A música antes de encaminhar para o fim de uma grande "break", criando um grande suspense após Lennon cantar que não acredita nos Beatles, acredita apenas em si mesmo, e em Yoko.


John Lennon (em baixo) como A Morsa

O sonho acabado, além das crenças e lutar também, se remete ao fim dos Beatles, aquela banda fabulosa na qual tudo era considerado maravilhoso, como se fosse um sonho. O que pode ser confirmado quando Lennon canta que não é mais a morsa ("I am the walrus"), renasceu, agora é apenas John.




God is a concept, by which we measure our pain. - Deus é um conceito pelo qual medimos nossa dor.
I'll say it again. - Falarei de novo.
God is a concept, by which we measure our pain. - Deus é um conceito pelo qual medimos nossa dor.

I don't believe in... - Eu não acredito em...

Magic, I-Ching, Bible, Tarot, Hitler, Jesus, Kennedy,
Buddha, Mantra, Gita, Yoga, Kings (reis), Elvis, Zimmerman, Beatles

I just believe in me, Yoko and me and that's reality. - Apenas acredito em mim, Yoko e eu. Essa é a realidade
The dream is over, what can I say? The dream is over. - O sonho acabou, o que posso dizer? O sonho acabou

Yesterday I was the dreamweaver, but now I'm reborn. - Ontem eu era o tecedor de sonhos. Mas agora renasci.
I was the walrus, but now I'm John. - Eu era a morsa, mas agora sou John.
And so dear friends, you just have to carry on - Então, queridos amigos, vocês precisam continuar
The dream is over. - O sonho acabou.


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#DicaMusical - John Lennon e ativismo: Working Class Hero

Essa aqui é pesada. John Lennon mostra de forma bastante deprimida o sofrimento da exploração da classe trabalhadora.


Qualquer coisa que eu escrever aqui vai ser só redundância da letra, então vamos à ela.

E para variar um pouco, vai antes do vídeo. Que essa é pra ler mesmo!

As soon as you're born they make you feel small - Logo que nasce, te fazem se sentir pequeno


By giving you no time instead of it all - Para não te dar tempo ao invés de tudo
Till the pain is so big you feel nothing at all - Até que a dor seja tão grande que você não sinta mais nada
A working class hero is something to be - Um herói da classe trabalhadora é alguém para ser

They hurt you at home and they hit you at school - Eles te machucam em casa e te batem na escola
They hate you if you're clever and they despise a fool - Te odeiam se é esperto e desprezam se é um idiota
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules - Até você ficar tão maluco que não consegue seguir suas regras
A working class hero is something to be - Um herói da classe trabalhadora é alguém para ser

When they've tortured and scared you for twenty odd years - Te torturam e assustam por vinte malditos anos


Then they expect you to pick a career - E então esperam que você escolha uma carreira
When you can't really function you're so full of fear - Quando não consegue mais funcionar de tão amedrontado que está
A working class hero is something to be - Um herói da classe trabalhadora é alguém para ser

Keep you doped with religion and sex and TV - Mantendo você dopado com religião e TV


And you think you're so clever and classless and free - E você pensa que é esperto, livre de classes e livre
But you're still fucking peasants as far as I can see - Mas continua sendo apenas um plebeu fudido pelo que eu posso ver
A working class hero is something to be - Um herói da classe trabalhadora é alguém para ser

There's room at the top they are telling you still - Há um lugar no topo, eles continuam a te dizer


But first you must learn how to smile as you kill - Mas, primeiro, você precisa aprender a sorrir enquanto mata
If you want to be like the folks on the hill - Se quer ser como os que estão por cima
A working class hero is something to be - Um herói da classe trabalhadora é alguém para ser

If you want to be a hero well just follow me - Se quiser ser um herói, bem, apenas me siga.



Lembrando que para as postagens sobre John Lennon use o atalho: http://bit.ly/PalpLennon