segunda-feira, 22 de março de 2010

Glauco

Já viveu isso?
Que o Glauco morreu todo mundo já sabe, que a mídia maluca culpou a seita e a Ayahuassca todo mundo também já sabe... Porque era óbvio que a mídia do Capital jamais vai falar que a violência é produto do próprio sistema... é muito mais fácil se pautar em explicações naturalizantes de quem o homem é violento por natureza, e muito melhor ainda criminalizar qualquer minoria!
Em outros tempos já fui muito mais interessado nas opiniões da Soninha (que virou uma aliada da DemoTucanada e tem tido posições de extremo conservadorismo, se analisarmos quem ela é) mas ela continua mandando bem em muitos comentários... Então pra rapidamente terminar essa questão do Daime, quero deixar uma mensagem dela:
  • O sujeito é um psicopata mas a Veja e a Época acham que a culpa é do Daime, é isso? Como se todo daimista saísse por aí matando? Em vez de jogar no senso comum ("a culpa é do chá"!), pq n analisam/questionam como é fácil qqer psicopata conseguir uma arma de fogo? (Aqui e aqui)
Apesar de um tropeço conversador-ideológico com a questão da psicopatia, a mensagem é muito bem transmitida.

E o Glauco? O Glauco deixou muita coisa boa pra gente se divertir! Geraldão (e seus "descendentes" Geraldinho e Netão [Geraldo da Internet]), Dona Marta, Zé do Apocalipse, Edgar Bregman (um dos meus preferidos) e o Casal Neura (do quadrinho acima) que de acordo com o autor: O Casal Neuras é formado por uma mulher que não é mais submissa e por um homem com pose de liberal, mas que morre de ciúmes dela. O Neurinha é um cara que fez a revolução sexual e hoje se depara com a postura liberal das mulheres. Já a Neurinha desafia a repressão machista e faz o que dá na telha.

É o retrato de uma população que se diz alegre, livre, sensual, "cabeça aberta", que "mostra" a beleza do corpo feminino no carnaval, a "sensualidade" nas músicas mas que é na verdade EXTREMAMENTE conservadora, machista, preconceituosa!

No Casal Neura (que é de 1984) vemos o que a juventude que queimou os sutiãs, do paz e amor, do rock, da tropicália, da liberação sexual não mostra em suas músicas, artes plásticas, filmes: O conservadorismo cotidiano.

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