sábado, 20 de março de 2010

História do Medo

Sempre temos algum tipo de medo. E pouquíssimas vezes esse medo é justificado. Temos medo dos nossos vizinhos, colegas de trabalho, do nosso comum nas ruas... Será mesmo?

Um comentário:

  1. A animação é meio tosca.

    Bom, eu trocaria "história" por "cultura". Sim, o medo foi uma das principais formas de propaganda para a guerra por motivos meio óbvios, mas normalmente a mobilização é algo mais pautado em economia.

    Mas, atualmente, existe toda uma utilização dessa propaganda em nível contínuo.
    Em são paulo, por exemplo, a criminalidade baixou a quase um terço da década de 1990 pra cá, mas a impressão passada é de que as coisas só pioram, "justificando" a pratica eleitoreira de por mais policiais militares na rua, comprar mais armamentos, etc. Nos EUA, o "alerta" anti-terror re-elegeu a chapa armamentista.

    É uma ferramenta muito útil, quase básica, para os "mantenedores da ordem". Embora obviamente contraditória. Tenho a esperança de que ela está caindo em desuso atualmente, mas há sempre uma grande chance de retorno.

    A propaganda "de guerra" é sempre uma boa desculpa para impedir e boicotar a reflexão sob o pretexto de "emergência".

    Sim, a humanidade tem uma história de "medo" razoável. É possível escrever a história da humanidade a partir da história das guerras. Mas na atualidade, eu preferiro me referir como uma cultura do medo, puxando para o sentido de algo que é cultivado para se colher frutos.

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