sábado, 15 de maio de 2010

No Feudo chamado USP, a Biblioteca está alagada...


A Usp não conta atualmente com um reitor, mas com um interventor. Um sujeito que não foi indicado pela comunidade uspiana (não que isso signifique muito já que por lá a consulta é realizada em um minúsculo colégio eleitoral) mas mesmo assim foi colocado lá pelo nosso querido inimigo da Educação Pública no Estado de SP, aliás inimigo de qualquer instituição pública... 


Este atual interventor, era até então, diretor da Faculdade de Direito da USP, e em sua última gestão ocorreram alguns problemas com nomeações de salas de aula, contrato com banqueiros e principalmente, mudança do local da Biblioteca. Para ler mais sobre isso, clique aqui e aqui.


Para resumir, foi construído um novo prédio com capital privado e os livros deixariam o prédio histórico do Largo São Francisco para lá, mas nesse período os livros foram encaixotados e estão alagados...


Não estou tão por dentro dessas notícias todas, ficar sabendo tudo pela grande mídia é algo bastante complicado, mas, após protestos e paralisação dos alunos, o atual vice-diretor da Faculdade de Direito, Paulo Borba Casella, falou a pior coisa que poderia ter dito...


O vice-diretor da Faculdade de Direito da USP, Paulo Borba Casella, avisou que não vai deixar o cargo e chamou de “nazistas” os alunos que pedem seu afastamento. Ele se defende da acusação de ter “usurpado o poder”, como dizem os estudantes, porque tentou revogar, na última sexta-feira, a ordem de transferência dos livros da biblioteca para o prédio histórico. Mais aqui

Essa ordem de transferência citada é do Ministério Público que exigia que os livros fossem imediatamente alojados na biblioteca do prédio histórico. Para ler mais, clique aqui.

A situação é ridícula são mais de 140 mil livros (1/3 de toda a biblioteca) encaixotados há mais de 2 meses...




Os 140 mil títulos que estariam em situação “periclitante”, segundo a Procuradoria, representam mais de um terço das 400 mil obras sob a guarda da Faculdade de Direito da USP, que administra três prédios ao redor do Largo São Francisco, no centro, e zela pela biblioteca mais antiga da cidade, inaugurada em 1825.

A mudança foi em 25 de janeiro e foi o último ato do atual reitor da USP, João Grandino Rodas, como diretor da Faculdade de Direito. Antes disso, Rodas já havia afastado a diretora da biblioteca, que se opunha à transferência dos livros para o prédio vizinho.

À frente de inquérito civil que acompanha as obras que estão sendo realizadas no prédio histórico da Faculdade de Direito da USP, a procuradora da República Ana Cristina Bandeira Lins constatou os problemas na acomodação dos livros na última quarta-feira. Mais aqui

Bom por enquanto a notícia mais atual é que após aberta sindicância contra o vice-diretor, o mesmo pediu afastamento do cargo, mas o Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito quer que o atual "reitor" também seja investigado e sofra as punições devidas, afinal, toda essa situação foi seu último ato como diretor da Faculdade de Direito.

Após protestos de alunos, o vice-diretor da Faculdade de Direito da USP, Paulo Borba Casella, pediu nesta sexta-feira afastamento temporário de um mês do cargo. O diretor da faculdade, Antonio Gomes Magalhães, não quis comentar o fato.
Na quinta (13), professores, alunos e funcionários da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) decidiram, em reunião da congregação, abrir uma sindicância para apurar supostas irregularidades cometidas pelo vice-diretor. O pedido foi feito pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, que informou a abertura do procedimento.
Alunos e professores protestaram contra a transferência dos livros das bibliotecas departamentais do prédio histórico do largo São Francisco para um imóvel na rua Senador Feijó. O Ministério Público entrou com uma medida cautelar, aceita pela Justiça, para que a Diretoria da faculdade transferisse os livros que estavam encaixotados na rua Senador Feijó de volta para o antigo prédio.
Amanda Claro, secretária do centro, afirmou ontem que Casella agiu fora da legalidade e que não havia mais legitimidade para ele continuar no cargo. Claro afirmou que os alunos querem que o reitor da USP, João Grandino Rodas, seja responsabilizado pelos prejuízos que os livros sofreram durante a transferência.
"Foi um ato irresponsável do reitor Rodas, quando ele ainda era diretor da Faculdade de Direito, em janeiro. Ele não consultou os alunos sobre a transferência. O reitor justificou a mudança com a necessidade de mais salas disponíveis. Com a transferência dos livros, oito salas ficaram desocupadas, sendo que a demanda era de apenas duas."
De acordo com os alunos, o prédio da rua Senador Feijó não tem vistoria do Corpo de Bombeiros e possui vazamentos de água. "Alguns livros já foram prejudicados. Vamos fazer um levantamento de quantos foram", disse. Mais aqui

Para ficar por dentro, recomendo o twitter do DCE da USP: @dcedausp

A situação toda é ridícula, é prova de como esses burocratas não estão nem um pouco interessados com os rumos da Universidade Pública. Não é a primeira vez que vemos tal descaso e nem vai ser a última... Mas a luta deve ser firme, vimos recentemente um reitor, UNB, ser derrubado pela luta dos trabalhadores e dos estudantes e esse interventor Rodas, pode ser mais um.

Nenhum comentário:

Postar um comentário