segunda-feira, 14 de junho de 2010

A Internacional

Lá por 1871 a França era puro caldeirão de ideias. (Bem diferente dessas de hoje em dia, por exemplo, de proibir por lei o uso de burcas. Que é uma lei tão estúpida quanto obrigar por lei usá-las).
Do meio dessas ideias surgiu um dos maiores movimentos operários já vistos. A Comuna de Paris foi um governo operário ao fim das guerras franco-prussianas que durou 40 dias e foi esmagada com toda crueldade possível. Além de provar mais uma vez a possibilidade de os operários tomarem o poder essa Comuna foi responsável por nos deixar de herança um hino que une todos aqueles interessados na construção de uma sociedade sem classes.



A Internacional se tornou ao longo desses mais de 100 anos o canto de camponeses, trabalhadores, estudantes em seus momentos de luta. Existem diversas traduções e muitas vezes adaptações para a realidade e necessidades locais.

Para ler ou ouvir as diversas versões, clique aqui, aqui e aqui!

Já a versão em russo que foi o hino da União Soviética de 1917 à 1941 pode ouvir aqui.




Aqui no Brasil a letra foi bastante difundida pelos partidos de esquerda, é por exemplo, o hino do PCB. Essa versão da letra pode ser conferida no vídeo abaixo sendo tocada no bom e velho punk com Os Garotos Podres!


De pé, ó vítimas da fome / De pé, famélicos da terra
Da idéia a chama já consome / A crosta bruta que a soterra

Cortai o mal bem pelo fundo / De pé de pé não mais senhores
Se nada somos em tal mundo / Sejamos tudo ó produtores

Senhores patrões chefes supremos / Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos / A terra mãe livre e comum

Para não ter protestos vãos / Para sair desse antro estreito
Façamos nós com nossas mãos / Tudo o que a nós nos diz respeito

O Crime do rico a lei o cobre / O estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre / Ao rico tudo é permitido

A opressão não mais sujeitos / Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos / Não mais direitos sem deveres

Abomináveis na grandeza / Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza / Sobre o suor de quem trabalha

Todo o produto de quem sua / A corja rica o recolheu
Queremos que nos restituam / O povo quer só o que é seu

Nós fomos de fumo embriagados / Paz entre nós guerra aos senhores
Façamos greve de soldados / Somos irmãos trabalhadores

Se a raça vil cheia de galas / Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas / São para os nossos generais

Pois somos do povo os ativos / Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos / Ó parasita deixa o mundo

Ó parasita que te nutres / Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres / Não deixa o sol te fulgurar

Bem unidos façamos / Nesta luta final
Uma terra sem amos / A internacional

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