terça-feira, 22 de junho de 2010

MP debate Trabalho Escravo no interior de Rondônia

O mês é junho e o ano 2010, provavelmente o que você mais sabe no momento é sobre a Copa do Mundo. O que não é nenhum crime ou absurdo. Eu mesmo sei dizer todos os resultados de cabeça. Mas o mundo não para, mesmo que a Globo esqueça disso. E nesse mesmo mês de junho de 2010, ano final da primeira década do século XXI somos obrigados a conviver com um cotidiano de trabalho escravo.

E não é só o trabalho escravo que você vê nos filmes, tipo lá no meio da África ou do Sudeste Asiático. É o trabalho escravo aqui no Brasil.

Compartilho com vocês um convite de uma audiência pública que vai debater este tema em Rondônia, este convite chegou para mim por meio de um grande amigo (colega de Movimento Estudantil) que está morando e militando por lá.

É triste termos de debater isso em 2010. Mas é necessário! Então... mãos na massa!


A Audiência Pública acontecerá em São Francisco do Guaporé, no próximo dia 24 de junho, às 15 horas,no Tribunal do Júri do Fórum local

Depois de 122 anos de abolida a escravidão, ainda existe Trabalho Escravo no Brasil! Esta é uma informação pouco divulgada, mas que coloca o país numa posição vergonhosa no mundo.
Em Rondônia já foram encontradas pessoas em regime de escravidão em Pimenteiras do Oeste e Corumbiara. Em São Francisco do Guaporé, interior do estado, até hoje não houve registros de escravidão.
Por isso, a Promotoria de Justiça do Ministério Público de Rondônia em São Francisco do Guaporé está realizando uma Audiência Pública para debater o tema no município. O evento acontecerá na próxima  quinta-feira (24 de junho), às 15 horas, na sala do Tribunal do Júri do Fórum local. Autoridades governamentais, líderes religiosos, representantes da sociedade civil e a população em geral estão convidados a participarem da discussão.
Com o tema “Trabalho Escravo nem pensar”, a Audiência tem como objetivo levar informações à população sobre as formas de trabalho que caracterizam a condição de escravo ao trabalhador. Ajudando, assim, na conscientização de empregadores e empregados no combate ao Trabalho Escravo.
Ainda participarão do evento, representantes da Comissão Pastoral da Terra de Rondônia e Ministério Público do Trabalho.

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