quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

No Feudo USP um defensor da ditadura é o Senhor

A USP é um monumento parado no tempo. No tempo da ditadura.

Artigos e dispositivos legais da época da ditadura por lá continuam valendo. E quando estes não servem, não tem problema, o reitor passa por cima de qualquer colegiado e expulsa funcionários, estudantes e quem ele quiser, quando ele quiser. Nas férias sem avisar ninguém, sem discutir com nínguem manda derrubar prédios antigos que estavam servindo ao Núcleo de Consciência Negra e à entidades estudantis. E manda derrubar sem se preocupar se tem gente dentro ou não.

Mas porque faria diferente? Ele não é um simples REItor ele é um interventor. Ele é uma marionete do projeto neoliberal tucano para a universidade pública paulista.



Na USP não tem eleição para REItor, tem uma consulta. Uma consulta para um colegiado ínfimo, diga-se de passagem, e nessa consulta o senhor jurista defensor da ditadura ficou em segundo. E ainda assim foi escolhido pelo, então governador, Senhor "lazarento, desgraçado, maníaco" José Serra para ser o REItor, digo, interventor.

Digo defensor da ditadura pois em inúmeros casos de julgamento em que esteve presente, esteve do lado do estado. Inclusive no caso de Zuzu Angel. Para maiores informações sobre o jurista Rodas defensor do estado militar ditatorial sugiro as leituras da postagem Conceição Lemos no Viomundo: Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadura. E veja o relatório completo no livro Direito à memória e à verdade.

Ele permitiu a entrada da tropa de choque da PM na Faculdade de Direito quando por lá foi diretor. Desativou prédio, biblioteca, deixou coisas caindo aos pedaços. Como reitor convidou a tropa de choque para espacar e prender estudantes todas as vezes que teve chance, além de demitir 270 funcionários de uma só vez.

O famoso píres na mão

Mas tudo isso não é o que quero falar...

Na USP, na construção de um monumento em homenagem aos mortos e desaparecidos da ditadura, a placa da construção se refere à esse período como Revolução de 1964.

Placa chama ditadura de revolução

Chamar a ditadura de revolução é uma ofensa a qualquer pessoa que pense.
É de um incrível crime de tentativa de reescrita da história. É a Folha chamando a ditadura brasileira de ditabranda. É o REItor da "melhor" universidade do Brasil chamando a ditadura de revolução.

É hora de o poder popular tomar a USP e tirar da mão dessa oligarquia nojenta que domina o estado de São Paulo.

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