22 de novembro de 2013

Me alegro

Queria escrever poemas
queria que um te tocasse,
                                                já que eu não posso.

Mas como te tocar,
como te alcançar, se nem
                                               a conheço.

Em minha memória,
só vão lembranças de  um
                                                sorriso,

uma esfumaçada imagem
da beleza de um,
                                              olhar.

Mas, então, sendo assim,
Eu a conheço, e portanto,
                                               me felicito e me alegro


(Henrique Castro,
São Paulo, 16/11/2013)

19 de novembro de 2013

17 de novembro de 2013

Daquela uma vez

Uma vez, só uma vez, foi tudo que precisei.
Todo o resto é felicidade, todo o resto é a alegria
Daquela uma vez que olhou pra mim.
Uma vez.


(Henrique Castro,
São Paulo, 15/11/2013)

15 de novembro de 2013

Se compromete e vai

Se compromete e vai

Tem dias que a gente se sente
como quem partiu ou morreu.
Mas isso aí já foi escrito antes
e o tem dias pra mim, é hoje.

Tem dias que a gente nem sabe
o que sente, e se sente,
como se o que sente já partiu ou
morreu, mas você sabe que não.

Mas o mundo vai pra frente, ou
pelo menos gira, e pelo menos nunca
é boa expressão. Pelo menos é
derrota. Mas roda o mundo, o moinho

e o pião sou eu, nas voltas do meu
coração que Vai contra corrente, porque
já aprendeu que corrente só aprisiona

e vai indo, indo, indo, e de novo,
num instante, nas voltas, ele bate
de novo.

Mas com ele não se brinca, não se engana,
se compromete e vai.

(com música incidental de Chico Buarque, valeu Chico!)

- Henrique Castro
São Paulo
15/11/2013